Novos ataques aéreos israelitas na Faixa de Gaza
Ataques aéreos israelitas atingiram, na madrugada deste domingo, a Faixa de Gaza, pela segunda vez em poucos dias, anunciou o exército israelita. Num outro ataque na Cisjordânia, dois palestinianos foram mortos por disparos israelitas, informou o Ministério da Saúde palestiniano.
Os ataques aconteceram depois de militantes palestinianos terem atirado balões incendiários para terrenos agrícolas israelitas, e de manifestamtes palestinianos terem atirado pedras e explosivos contra soldados na cerca que separa Israel da Faixa de Gaza, segundo a agência Associated Press (AP).
A AP refere também não haver relatos de vítimas dos ataques aéreos, nessa região.
Na sexta-feira, o exército israelita atacou alvos do movimento islâmico Hamas na Faixa de Gaza, depois de novos protestos na fronteira, nos quais pelo menos 28 palestinianos ficaram feridos
As forças israelitas estacionadas na zona de fronteira com Gaza, um enclave governado pelo grupo islâmico Hamas desde 2007, utilizaram meios de controlo de distúrbios e abriram fogo contra os manifestantes, que segundo a imprensa local eram centenas.
Os protestos na cerca de separação intensificaram-se nos últimos dias, atingindo uma magnitude que não era registada há mais de um ano.
Na sexta-feira da semana passada, uma manifestação semelhante à desta sexta-feira, também desencadeou um ataque aéreo israelita contra um posto militar do Hamas.
Paralelamente, a Cisjordânia ocupada -- principal foco de tensões no conflito israelo-palestiniano do ano passado -- registou na sexta-feira um novo ataque militar israelita que provocou confrontos armados que resultaram na morte de um menor palestiniano de 16 anos.
Também na sexta-feira, aconteceram vários protestos de palestinianos contra o Exército israelita, em diferentes partes do território da Cisjordânia, o que também desencadeou confrontos com tropas israelitas. Dois palestinianos mortos por disparos israelitas
"Dois palestinianos foram mortos por munições reais israelitas" na cidade de Tulkarem, precisou o ministério.
Já o exército israelita confirmou que estava a realizar atividades "antiterrorismo" no território ocupado e que um soldado tinha sido "moderadamente ferido por fragmentos de bala" durante confrontos no campo de refugiados de Nour Chams.